Superdotação - Potencial humano em favor de todos

Artigos

Descubra as contribuições da Psicologia Positiva para os superdotados

Historicamente a Psicologia sempre esteve focada na pesquisa e tratamento dos comportamentos patológicos do ser humano. Porém, recentamente uma linha de pesquisa que vem contribuindo para a mudança desta visão: a Psicologia Positiva.

Martin Seligman é o propositor desta área e frequentemente discorre sobre a necessidade das ciências humanas também pesquisarem os traços saudáveis das pessoas, como no seguinte exemplo:

"Depois da Guerra, dois eventos mudaram a cara da Psicologia. Em 1946, foi criada a Administração para os Veteranos de Guerra (Veterans Administration) nos Estados Unidos, e os profissionais da Psicologia descobriram que poderiam ganhar a vida tratando de doenças mentais. Em 1947, instituiu-se o Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health), e os psicólogos acadêmicos descobriram que poderiam obter financiamentos para a pesquisa sobre doenças mentais. (...) Entretanto, o lado negativo foi que duas outras missões fundamentais – melhorar a vida das pessoas e estimular os “superdotados” – foram totalmente esquecidas. (...) Cinquenta anos depois, quero lembrar à nossa área de que ela se desviou. A Psicologia não é apenas o estudo da fraqueza e do dano, mas também o estudo da qualidade e da virtude. Tratar não significa apenas consertar o que está com defeito, mas também cultivar o que temos de melhor."

Então, a Psicologia Positiva possui enquanto objeto de pesquisa primordial as qualidades maduras, saudáveis ou positivas do ser humano, tendo importante papel nos estudos sobre potencialização primária e potencialização secundária do indivíduo.

A potencialização primária é o esforço para estabelecer funcionamento bom e satisfatórios nas atividades que desempenhamos. Já na potencialização secundária o objetivo é aumentar níveis já positivos o máximo em termos de desempenho.

A Psicologia Positiva de Seligman possui estreita relação com a superdotação. Ambas áreas enfatizam o entendimento e desenvolvimento dos potenciais humanos, abrindo oportunidade para novos achados. Neste sentido, a pontencialização secundária é uma das bases para o desenvolvimento de superdotados, pois o estímulo educacional com estes indivíduos visa transformar altos índices de desempenho em extraordinários desempenhos, de acordo com potenciais de cada um. Mas para entender como isto funciona é preciso trabalhar com 3 conceitos centrais da Psicologia Positiva: pontos fortes, talentos e estado de flow.

Pontos Fortes

Popularmente é muito comum escutarmos que o superdotado possui uma série de pontos fortes em sua manifestação. Mas o que vem a ser um ponto forte de um indivíduo?

Segundo Buckingham e Clifton (2008, p. 30) ponto forte é “um desempenho estável e quase perfeito em determinada atividade”.

Aparentemente esta definição pode parecer simples, mas não é. Buckingham e Clifton destacam três importantes conceitos que envolvem esta definição. Primeiramente destacam a importância de se fazer a atividade de forma consistente, ou seja, que parte de seu desempenho seja previsível, com alto padrão de resultado, bem como traga satisfação íntima para o indivíduo. Isso implica que uma habilidade para ser ponto forte de alguém precisa poder ser feita de maneira repetida, sempre com alto grau de desempenho e alegria. Em segundo lugar, o ponto forte não necessariamente precisa ter sido treinado de maneira técnica para despontar.

"Que profissionais excelentes tenham de ser uniformemente lapidados é um dos mitos mais enraizados que esperamos dissipar (..). Os profissionais excelentes que estudamos raramente eram bem lapidados. Ao contrário, estavam cheios de arestas." (BUCKINGHAM & CLIFTON, 2008, p.31)

O que é um ponto forte de alguém?Por fim, a terceira variável exposta por Buckingham e Clifton é que qualquer pessoa só consegue se destacar quando maximiza aquilo que tem de positivo, deixando de lado a ideia de tentar consertar o que tem de fraqueza. É comum encontrarmos empresas focadas em treinando a partir do que os colabores têm de ruim, procurando arrumar o que não está bom. Porém, segundo a Psicologia Positiva, uma empresa só vai aumentar seus resultados quando estimula o que as pessoas têm de positivo, ou seja, explorar a capacidade de desempenhar função de maneira repetida, alegre e em alto padrão de qualidade (ponto forte). A ideia de que qualquer pessoa pode aprender quase tudo é errônea. O indivíduo se desenvolve a partir do que tem de tendência.

Quando o meio empresarial perceber que é no ponto forte que reside a maior contribuição que o profissional pode dar à corporação, as políticas coorporativas podem mudar. Veja os dados levantados por pesquisa com quase 200.000 profissionais realizada pelo instituto Gallup:

"Em nossa última pesquisa, o Instituto Gallup fez a 198 mil funcionários que trabalhavam em 7.939 unidades de negócios de 36 companhias a seguinte pergunta: Em seu trabalho, você tem a oportunidade de fazer todos os dias o que faz de melhor? Comparamos então as respostas com o desempenho das unidades e descobrimos o seguinte: quando os funcionários respondiam afirmativamente, tinham 50% mais chances de trabalhar em um setor com menor rotatividade pessoal, 38% mais chances de atuar em unidades mais produtivas e 44% mais chances de trabalhar em um segmento com melhores índices de satisfação dos clientes. E, com o passar do tempo, as unidades de negócios onde houve um aumento de respostas afirmativas tiveram um crescimento proporcional em produtividade, fidelidade dos clientes e retenção de funcionários. Seja qual for o modo como você arranja os dados, a empresa cujos colaboradores sentem que têm seus pontos fortes mobilizados todos os dias é mais poderosa e mais forte." (BUCKINGHAM & CLIFTON, 2008, p.13)

Essa ideia trás uma importante contribuição à superdotação. É possível deduzirmos que para o indivíduo com altas habilidades é importante reconhecer os próprios pontos fortes para poder desenvolvê-los, e assim, ter maior probabilidade de empregá-los e de ter maior êxito na vida pessoal e profissional.

"Sempre que você entrevista pessoas realmente bem-sucedidas na profissão que escolheram – do ensino ao telemarketing, do teatro à contabilidade -, você descobre que o segredo do sucesso delas reside na capacidade que têm de descobrir seus pontos fortes e de organizar suas vidas para que esses talentos sejam aplicados." (BUCKINGHAM & CLIFTON, 2008, p.31)

Neste sentido é importante diferenciar ponto forte de talento. Apesar de complementares, são 2 conceitos bastantes diferentes.

Talentos

Segundo Buckinham (2008, p. 55) o talento é uma aptidão ou capacidade natural especial, ou “qualquer padrão recorrente de pensamento, sensação ou comportamento que possa ser usado produtivamente”.

De modo geral, o talento é uma habilidade inata, que quando associada ao conhecimento e a técnica, cria o ponto forte. Por exemplo, uma pessoa pode ser boa em pensamento estratégico (talento), porém, apenas o emprego dele de modo repetido e num alto padrão de excelência gera o ponto forte. Este caso pode ser de uma criança superdotada em inteligência lógico-matemática que conhece o funcionamento do dinheiro (conhecimento) e, ao aprender sobre investimentos (técnica), acaba se dedicando a criar estratégias de investimentos para clientes. Ou seja, o talento (pensamento estratégico) culminou num ponto forte (assessoramento financeiro).

"Embora tudo seja importante no desenvolvimento de um ponto forte, a principal destas três matérias-primas é o talento". afirma Buckinham (2008, p. 35)

Embora seja possível adquirir um ponto forte sem ter conhecimento ou aprender uma técnica, é impossível assumir um ponto forte sem o talento por trás. Nossos pontos fortes, em especial no contexto da superdotação, são desenvolvidos através de nossos talentos.

Está gostando deste artigo?
Cadastre seu email no campo abaixo para ser o primeiro a receber atualizações do site.

Isso ocorre porque sem o talento o indivíduo não consegue ter um padrão de excelência muito alto, durante muito tempo, e com profunda satisfação. Por exemplo, um jogador de futebol médio pode ter uma ou mais partidas com atuações ao nível de Pelé, Maradona ou outros grandes jogadores, porém, caso não tenha esse talento desenvolvido, dificilmente terá tal desempenho ao longo de toda a carreira, mesmo com muito treino.

O fato de um indivíduo não ter talento numa área não implica em catástrofe ou impossibilidade de bom desempenho. Porém, nunca alcançará um desempenho de fato muito acima da média ou quase perfeito, com alto grau de excelência e de modo continuado.

Quais são seus talentos?

Talento é uma aptidão ou capacidade inata especial do indivíduo.

Altas habilidades pode ocorrer em diversas áreas e a chave para o desenvolvimento das próprias qualidades é, primeiramente, a identificação dos próprios talentos, e num segundo momento o incremento de conhecimento e técnicas que sustentem o desenvolvimento de pontos fortes.

Teste de identificação de talentos

Para identificar o talento dominante (que correlaciona-se diretamente com o tipo de superdotação da pessoa), Buckingham e Clifton estruturaram testes que procuram mapear as potencialidades do indivíduo, elencando o conjunto de 5 talentos predominantes do testando dentre os 34 listados pelo autor. A proposta do teste não é fechar a questão, já que mapear e diferençar qualquer propriedade da personalidade humana é um grande desafio. Segundo Buckinham e Clifton (2008, p. 86), o objetivo é ajudar o indivíduo a aumentar a própria percepção frente aos próprios talentos.

A metodologia do teste é a apresentação de situações onde exijam uma escolha do indivíduo entre 2 opções. As alternativas expostas procuram não ser tendenciosas, ou seja, não apresentam certo e errado. Porém, a partir das escolhas realizadas pelo indivíduo é possível ter uma leitura das tendências pessoais. Veja o exemplo de pergunta a seguir:

"Por exemplo, quando perguntamos a milhões de pessoas ‘Quando você está conversando com alguém, como sabe se está sendo bom ouvinte?’, encontramos dois distintos padrões de resposta. Pessoas com talento analítico responderam assim: ‘Sei que estou sendo um bom ouvinte se posso compreender e repetir o que a outra pessoa está dizendo’. Ao contrário, pessoas com talento para a empatia dão uma resposta muito diferente: ‘Sei que estou sendo um bom ouvinte se a outra pessoa continua falando’." (BUCKINGHAM & CLIFTON, 2008, p.85)

A partir da pesquisa com quase 2 milhões de pessoas foi mapeado os tipos de respostas mais comum de pessoas com determinados talentos. Com isso, o teste foi construído e um conjunto de 34 talentos foram estabelecidos: adaptabilidade, analítico, ativação, auto-afirmação, carisma, comando, competição, comunicação, conexão, contexto, crença, desenvolvimento, disciplina, empatia, estudioso, excelência, foco, futurista, harmonia, ideativo, imparcialidade, inclusão, individualização, input, intelecção, organização, pensamento estratégico, positivo, prudência, realização, relacionamento, responsabilidade, restauração e significância.

A proposta de Buckingham e Clifton (2008) é a criação de vocábulos que retratem os talentos do ser humano. Fazem crítica ao histórico da Psicologia que conseguiu, até a presente data, diferenciar diversos comportamentos do ser humano, porém, notadamente no campo da patologia. Por exemplo, sabe-se com clareza a diferença de ansiedade, depressão, mania, psicose, dentre outros. Porém, o que diferencia uma pessoa estrategista, analítica e com pensamento sistêmico? Para Buckingham e Clifton (2008) a triste verdade é que a linguagem disponível para descrever a força humana, é ainda, na melhor das hipóteses, rudimentar e escassa.

A realização do teste pode ser feita através deste link e necessita de um código de acesso que vem no livro dos autores. Existe uma versão do mesmo teste num formato para crianças, que pode ser acessado clicando aqui.

Mito da superdotação global

A partir dos conceitos expostos aqui, talento e pontos fortes, é possível verificar a aplicabilidade no campo de superdotação a partir do desfazimento de um mito frequentemente verificado sobre crianças superdotadas. Existe a crença que o indivíduo com altas habilidades é superdotado em tudo. Winner (1998) chama tal mito de superdotação global.

"(...) os psicólogos e educadores tipicamente mediram superdotação acadêmica com um teste de QI que produz um escore global. As crianças são admitidas em programas escolares especiais para superdotados, com base em seus altos escores, assim como são admitidas nos estudos que os psicólogos fazem dos superdotados, com base nisso. A suposição subjacente aqui é que as crianças superdotadas possuem um poder intelectual geral que lhes permite ser superdotados em tudo. (...) Porém, superdotação escolástica frequentemente não é uma capacidade global que atravessa as duas grandes áreas do desempenho escolástico. A criança com uma combinação de pontos fortes e fracos acadêmicos vem a ser a regra, não a exceção. As crianças podem até mesmo ser superdotadas em uma área acadêmica e apresentar distúrbio de aprendizagem em outra. (WINNER, 1998, p.15)

A conceituação de pontos fortes indica a necessidade de um talento de backgruound para possibilitar que o indivíduo consiga um desempenho quase perfeito durante muito tempo. Isso quer dizer que o talento não é global, ou seja, que ele vai ser direcionado em alguma produção. Logo, levando para o campo da superdotação, o indivíduo não será dotado de superdotação integral ou global, em todos os campos

O desenvolvimento do ponto forte pode colocar a pessoa em estado de flow, tema seguinte.

Estado de Flow

Segundo Snyder e Lopez (2009, p. 231) “experiências de flow foram observadas ao longo do tempo, entre diferentes culturas e inúmeros empreendimentos criativos e competitivos”.

"Estudando o processo criativo nos anos de 1960 (Getzels e Csikszentmihalyi, 1976), ficou impressionado pelo fato de que, quando um trabalho em uma pintura estava indo bem, o artista persistia com um pensamento único, desconsiderando a fome, a fadiga e o desconforto, ainda que rapidamente perdesse o interesse na criação artística assim que estivesse completa." (NAKAMURA e CSIKSZENTMIHALYI, 2002 apud SNYDER E LOPEZ, 2009, p. 231)

Tal estado não é exclusivo da condição artística, pois também é observa em outras atividades que não envolvem arte.

"Csikszentmihalyi (1975/2000) também observou que formas de lazer (xadrez, escaladas) e trabalho (realizar cirurgias, aterrizar um avião) muitas vezes geravam estados semelhantes de desenvolvimento" (SNYDER e LOPEZ, 2009, p. 231).

Durante décadas, Nakamura e Csikszentmihalyi (2002 apud SNYDER & LOPEZ, 2009, p.231) desenvolveram pesquisas sobre motivação intrínseca, entrevistando milhares de pessoas sobre essa “capacidade total” de desenvolvimento e funcionamento, colocada como estado de flow.

"Flow é o estado de envolvimento ótimo, no qual a pessoa não recebe os desafios à ação como uma subutilização, nem como uma sobrecarga de suas atuais habilidades e tem objetivos claros e atingíveis, e feedback imediato sobre os avanços" (SNYDER E LOPEZ, 2009, p. 238).

Suas pesquisas determinaram 2 características fundamentais para entrar em flow, sendo a primeira desempenhar ação que desafia e amplia habilidades pessoais existentes, e a segunda o objetivo claro com feedback imediato sobre o progresso.

Modelo original do estado de flow. (CSIKSZENTMIHALYI, 1990 apud SNYDER & LOPEZ, 2009, p.232) Neste sentido, os pesquisadores Nakamura e Csikszentmihalyi (2002) identificaram 3 regiões de experiência momentânea: 1) o flow, situação já caracterizada aqui; 2) o tédio, quando o desafio é fácil demais em relação à capacidade; 3) a ansiedade, quando a demanda excede muito as habilidades pessoais. Tal situação pode ser demonstrada a partir da imagem ao lado.

Contemplando as características de desafio, objetivos claros e feedback em relação ao progresso, Nakamura e Csikszentmihalyi listaram 6 características do estado subjetivo que surge no indivíduo em estado flow:

A primeira é o alto grau de concentração direcionada a função que se está fazendo. A segunda característica é a existência de uma fusão entre ação e consciência. Terceira característica, que possui relação com a anterior, é a perda da autoconsciência reflexiva, isto é, a ausência de percepção de si como um ator social. A quarta corresponde a sensação que se pode controlar as próprias ações, ou seja, percepção de saber lidar com a situação independente do que ocorra. Já a quinta característica é a distorção da experiência temporal, normalmente percebendo como o tempo ter passado mais rapidamente do que realmente ocorreu. Por fim, a sexta característica descrita pelos pesquisadores é da experiência sendo intrinsecamente gratificante a ponto do objetivo final da atividade ser apenas uma justificativa para vivenciar o processo.

Após a entrada em flow pode-se questionar sobre a qualidade deste processo, bem como a manutenção. Segundo Snyder & Lopez (2009, p. 232) a manutenção do estado de flow é um desafio considerável, já que recebemos constantes estímulos externos à função desempenhada, estimulando a distração. Além disso, a autorreflexão sobre o desempenho pessoal pode envolver crítica e julgamento do próprio comportamento, tirando o indivíduo do estado de flow.

Você já curtiu este artigo?

Sobre a qualidade, afirmam que quanto mais desafiadora a ação, desde que não acima das capacidades pessoais, amplia as habilidades em ação e possibilita o flow mais profundo. Deste modo, correlacionando com a figura anterior, percebe-se que quanto maior o desafio conjuminado com o uso da capacidade pessoal, maior o estado de fluxo.

Existe uma relação direta entre superdotação e estado de flow. Pessoas com altas habilidades apresentam uma verdadeira fúria por dominar em relação às suas habilidades, podendo permanecer grande tempo concentradas no desenvolvimento de atividades correlacionadas com a área de superdotação pessoal.

Não necessariamente toda atividade envolvendo a área de superdotação do indivíduo o fará entrar em flow. Porém, quando o desafio amplia suas capacidades, estando no ponto de entrada de flow, por ser uma atividade absorvedora da atenção e geradora de satisfação, é bem possível que haja o flow. Neste sentido, o desenvolvimento dos pontos fortes dos superdotados pode estar associado com as experiências de flow. Experimento de Csikszentmihalyi e colaboradores (1993) ao acompanhar adolescentes talentosos durante o ensino médio corrobora com essa ideia.

"Esses pesquisadores concluíram que o compromisso com uma área de talento aos sete anos de idade era predito pela identificação dessa área como fonte de flow quatro anos antes, bem como pela quantidade de flow e ansiedade experimentada na época da coleta de dados inicial (quando os estudantes tinham 13 anos)." (SNYDER E LOPEZ, 2009, p. 238)

Outras pesquisas também chegaram no mesmo resultando, mostrando relação no desenvolvimento de ponto forte e flow.

"Da mesma forma, Heine (1996), que pesquisou estudantes habilidosos em matemática, concluiu que os que experimentavam flow na primeira parte de uma disciplina de matemática tiveram melhor desempenho na segunda (realizando controle em relação a capacidades iniciais e médias de notas)." (SNYDER E LOPEZ, 2009, p. 238)

Se o flow está associado ao desenvolvimento do ponto forte, é importante aprender a entrar neste estado. A experiência da absorção de conhecimento derivada do flow fornece recompensas intrínsecas que estimulam a persistência em uma atividade e o retorno à ela, conduzindo ao desenvolvimento das habilidades pessoais a níveis extraordinários.

Deste modo, saber entrar em flow pode ser uma das técnicas mais interessantes para o superdotado desenvolver seus potenciais.

Gostou? Então compartilhe!

Publicado em 21/09/2014

Autoria: Filipe Colpo

DEIXE SEU COMENTÁRIO

GOSTOU? COMPARTILHE!

TOP 5 DA SEMANA

FIQUE ATUALIZADO

Insira aqui seu e-mail para receber gratuitamente as atualizações do site!

LIVROS INDICADOS

Artigos | Clipping especializado | Livros | Links úteis | Contato